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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Aff...

Algumas coisas que vejo na internet me assustam… por exemplo, um livro que está entre os 100 mais vendidos na Amazon, cuja sinopse diz que um tal pastor (nem vou citar nome porque não pretendo promover esta aberração) compartilha como teve forças para suportar seu casamento através da bíblia e responde questões como “Devo confessar ao meu esposo o fato de ter pecado, por ter feito sexo antes do casamento?”; “Está tudo bem se eu tiver uma esposa que trabalhe?”; “O que a bíblia fala sobre masturbação e sexo oral?”.



E termina dizendo que se você quer ter um casamento duradouro deve “orar sobre esse livro”.



É como li esses dias no blog de um grande autor – a idéia de que somente livros bons vendem é besteira, tem muita porcaria vendendo como água e livros bons estagnados em prateleiras.



É a vida...



Talvez eu deva me lembrar que Nietzsche está sempre certo e esses leitores não são meus... Parafraseando o mestre: Meus leitores precisam ter “ouvidos novos para uma música nova. Olhos novos para o mais distante. Uma consciência nova para verdades que até hoje permaneceram mudas. E uma vontade de economia de grande estilo: reunir a sua própria força, o seu próprio entusiasmo... o respeito por si mesmo, o amor-próprio, a liberdade absoluta para consigo... o que importa o resto? O resto é somente a humanidade. É necessário ser superior à humanidade em força, em grandeza de alma – e em desprezo...”



rsrs





PS- Dois posts no mesmo dia...estou inspirada!!

Morte nas Nuvens

Estou lendo “Morte nas Nuvens” da Agatha Christe. É interessante ler histórias antigas e perceber a maneira como eram escritas e os costumes sociais da época. Não tinha me atentado à idade do livro até que, no meio da história, um juiz rasgou a decisão do júri porque não concordava com a condenação do detetive Poirot e queria outro veredicto! Hahahaa Achei absurdo e voltei na capa do livro pra ver o ano da publicação... 1935! Mas ainda assim, fiquei me perguntando se algum dia isso foi possível dentro de um Tribunal (quanta ignorância minha sobre a história do Direito RS) então me lembrei que em pleno século 21 Sadamm teve um “julgamento de mentira” só pra respaldar seu assassinato... (Não estou dizendo que ele não deveria pagar por seus crimes, mas se fosse pra matar que tivessem feito logo em campo, evitando manchar o devido processo legal...rs).


Ler é sempre divertido! Mesmo que seja para tomar conhecimento das barbaridades que já foram possíveis na história ou que ainda são...



Momento zen do dia:


“Visualizando o grandioso na mente, manifesta-se o grandioso. Deixe de ver a si próprio ou aos outros de forma negativa. Ao visualizar o grandioso, sua mente se abre para o grandioso.”


Seicho No Ie

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

COMO ESCREVER BEM

Muito bom!!! rs



  1. Vc. deve evitar abrev., etc.

  2. Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.

  3. Anule aliterações altamente abusivas.

  4. “não esqueça das maiúsculas”, como já dizia dona loreta, minha professora lá no colégio alexandre de gusmão, no ipiranga.

  5. Evite lugares-comuns assim como o diabo foge da cruz.

  6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

  7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

  8. Chute o balde no emprego de gíria, mesmo que sejam maneiras, tá ligado?

  9. Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa porcaria.

  10. Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é um erro.

  11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

  12. Não abuse das citações. Como costuma dizer meu amigo: “Quem cita os outros não tem idéias próprias”.

  13. Frases incompletas podem causar.

  14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma idéia.

  15. Seja mais ou menos específico.

  16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!

  17. A voz passiva deve ser evitada.

  18. Use a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação

  19. Quem precisa de perguntas retóricas?

  20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

  21. Exagerar é cem bilhões de vezes pior do que a moderação.

  22. Evite mesóclises. Repita comigo: “mesóclises: evitá-las-ei!”

  23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

  24. Não abuse das exclamações! Nunca! Seu texto fica horrível!

  25. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da idéia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

  26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língüa portuguêza.

  27. Seja incisivo e coerente, ou não.

Autor desconhecido

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

LEITURA RECOMENDADA




Li esse livro em dois dias, ou melhor, duas noites. Não que isso seja incomum pra mim, mas o mérito é do livro que prende a atenção. Poderia se dizer que é só mais uma historinha de estudantes que se apaixonam na escola (que por si só, já tem seu brilho), não fosse a escola em Paris. (RS) É muito gostosinho de ler e dá uma vontade enorme de voltar pra lá... mas por enquanto me contento com a frase que li esses dias “Tudo que é seu encontrará uma maneira de chegar até você.”(Chico Xavier)



"Anna Oliphant não está nada entusiasmada com a ideia de se mudar para Paris, já que seu pai, um famoso escritor norte-americano, decidiu enviá-la para um colégio interno na Cidade Luz. Anna prefere ficar em Atlanta, onde tem um bom emprego, uma melhor amiga fiel e um namoro prestes a acontecer.Mas, ao chegar a Paris, Anna conhece Étienne St. Clair, um rapaz inteligente, charmoso e bonito. Só que Etiénne, além de tudo, tem uma namorada... Anna e Etiénne se aproximam e as coisas ficam mais complicadas. Será que um ano inteiro de desencontros em Paris terminará com o esperado beijo francês? Ou certas coisas simplesmente não estão destinadas a acontecer?"


Anna e o Beijo Francês - Stephanie Perkins


Divirtam-se com a viagem de Anna para a cidade do amor... é deliciosa!!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

E o homem?

Você já se perguntou quem é melhor: um vegetal ou um homem? Você já se perguntou isso? Pense bem quem é melhor: um vegetal ou um homem?



O que o vegetal faz de mal à Natureza? Nada. "É, mas o vegetal é omisso", poderá alguém dizer. Não. O vegetal fica parado e o homem anda. O homem tem braços, tem pernas, se movimenta. O vegetal fica parado, mas, mesmo ficando parado, o vegetal faz algo muito importante: ele dá flores, ele dá frutos para você. . . ele não é egoísta. O vegetal alimenta o animal.



E o homem? Alimenta quem?



E o animal? O animal só mata para comer. O animal só pisa quando precisa aprender, para comer ou por sua necessidade premente.



E o homem? O que o homem faz com as mãos? O homem tira para matar.



Quem é melhor: o vegetal, o animal ou o homem?


Mais uma vez, dentro de você, aparece o conceito de Mente. O que será que tem dentro deste aspecto chamado mental, que faz o homem, tal como é, na face da Terra? Tira, mata e não dá nada para ninguém. Todos dão: o vegetal alimenta e até o animal dá esterco para a terra. E o homem?


Celso Charuri - Pró-Vida

sábado, 21 de janeiro de 2012

DIVERTIDO, ROMÂNTICO E FILOSÓFICO!!




O MELHOR filme brasileiro que eu já vi e um dos melhores, entre estrangeiros também! Quem nunca imaginou como estaria hoje, se determinado acontecimento, divisor de águas na sua vida, não tivesse acontecido? É muito legal traçar essa linha imaginária! Talvez você descubra o que deveria estar fazendo hoje e ainda dê tempo!

O Wagner Moura é um ator que não deixa nada a dever para os melhores de hollywood! Me lembrou muito o Jhonny Depp!!! Mas acho que o Wagner é ainda melhor, porque não consigo imaginar o Depp fazendo o Capitão Nascimento! rs

Filme DEMAIS!! Recomendadíssimo!!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O mundo é grande demais para nascer e morrer no mesmo lugar!

Gente, vou postar um texto lindo e muito bem escrito que vi, de uma brasileira morando no exterior, em dúvida se volta para sua terra natal.
Acho que vale muito a reflexão sobre o que estamos fazendo de nossas vidas e especialmente de nosso país.
Eu nem morar fora morei, só algumas viagens esporádicas e já me senti como ela fala no texto... é muito triste, especialmente pra uma pessoa que sempre se considerou patriota... vale refletir!!


“Não vou enumerar aqui a quantidade de problemas, principalmente sociais, ambientais e econômicos que existem no Brasil, uma porque depois dessa série de posts não vale a pena repetir, outra, porque todo mundo está careca de saber que no nosso país falta segurança, falta educação e saúde pública, falta tolerância, falta tanta coisa e sobra outras mais, como desigualdades, exclusões, injustiças.


Não sei quando volto ao Brasil pelo simples fato de que não sei se quero voltar ao Brasil. Gosto muito da vida que levo na Espanha. A principal lição de vida que aprendi nestes 6 anos de Sevilha é que não é pobre o que menos tem, mas o que menos necessita. Aqui aprendi que não preciso de luxos para viver feliz, que com pouco dinheiro no bolso posso me divertir, ter uma vida cultural relativamente agitada e ainda viajar de vez em quando. Aprendi que a felicidade não se encontra em shopping e que autoestima não está diretamente relacionada com chapinha e unhas bem feitas. E não que no Brasil eu tivesse um padrão de vida alto ou fosse uma patricinha de carteirinha, mas depois de viver 6 anos em uma casa com móveis alugados, nossa percepção de vida muda muito.


Futilidades à parte, aqui aprendi que se trabalha para viver e não se vive para trabalhar. Isso significa realmente aproveitar a vida. A grande maioria do pessoal aqui do sul trabalha o justo e necessário para poder garantir um lazer a nível máximo, um happy hour no final do dia, uma escapada no final de semana e umas férias de verão de um mês. Horas extras, 60 horas de trabalho semanais, um final de semana em casa atolado de prazos esgotados? Não que isso não aconteça, mas é coisa rara. Conheço funcionários públicos que pedem redução de salário para poder ficar uma hora a mais com os filhos em casa.


Aprendi a deixar o carro na garagem (leia-se estacionado na rua) e usar o transporte público. Voltei a aprender a andar de bicicleta. De onde eu moro eu chego a qualquer parte da cidade em menos de 40 minutos de pedalada (e Sevilla não é uma cidade pequena, tem quase 800 mil habitantes fora a zona metropolitana). Não tem preço poder ir e vir respirando ar fresco (ok, nem sempre, afinal, estamos numa zona urbana) e de quebra fazer exercícios.


Aprendi a ser tolerante, a respeitar mais as diferenças, a descobrir a diversidade de raças, culturas, estilos de vida e pensamento muito diferentes dos nossos, brasileiros, muitas vezes machistas, egoístas e hipócritas (como também já foi citado nos posts dos meus colegas de Brasil com Z). Aprendi que viver no mesmo edifício que o motorista do caminhão de lixo e comer no mesmo restaurante da faxineira da piscina é uma coisa absolutamente normal. Aprendi a respeitar famílias com dois pais, duas mães e até duas mães e um pai, a não falar mal de uma mulher escabelada na padaria, a não ficar horrorizada com um «modelito» fora do «normal». Aprendi que o normal pode ser qualquer coisa, que cada pessoa é um mundo e que cada um de nós cuida do seu próprio mundo pessoal, sem precisar de aparências ou máscaras. E ao mesmo tempo aprendi que todos devemos cuidar do nosso mundo coletivo, que a força do ser em conjunto é muito importante e que, melhor de tudo, dá resultados.


Aprendi que as diferenças nem sempre geram integração, que podem causar desigualdades por estes lados também. Que imigrante é uma classe de pessoa que tem que correr atrás do prejuízo, que tem que lutar muito para conseguir se estabelecer e que, por questões que fogem as suas capacidades, nem sempre consegue o seu lugar ao sol. Aprendi que o ser humano, não importa a sua nacionalidade, está longe de ser perfeito, e apesar de tanta tolerância e igualdade por um lado, pode ser bastante preconceituoso e injusto por outro.


Então, quem em sã consciência depois de aprender tantas coisas e, acima de tudo, depois de viver tudo isso no seu cotidiano sente vontade de voltar a morar no Brasil? Quem, depois de aprender a cruzar uma rua pela faixa de segurança sem nem precisar olhar para os lados ou se acostumar a voltar para casa a pé às 3 da manhã, desfrutando do cheiro das flores de laranjeira e do silêncio da madrugada sem precisar olhar para trás, pensa um dia em regressar à sua pátria amada? Quem depois de dar risada (ou se irritar, no meu caso) com as crianças de uniforme do colégio jogando bola em plena praça central, de se habituar a pegar a sua bicicleta e fazer um piquenique no parque público ou de ver uma roda de velhinhos e velhinhas tomando cerveja (sem álcool) felizes e cheirosos no mesmo bar que a garotada de 20 anos pode cogitar a hipótese de não viver mais essas coisas, aparentemente tão banais, mas que no Brasil há muito tempo não existe?


Claro, nem tudo são rosas… Não sou casada com espanhol, não tenho meu diploma de arquiteta homologado para assinar projetos na Espanha (se bem que na atual situação econômica, «projetos» é coisa rara por aqui), vivo com um visto de estudante que não me dá direito à nacionalidade, não tenho direito à saúde pública (apenas atendimento de emergência) e pelo menos nos próximos anos não vejo nenhum futuro profissional na minha área (nem eu, nem 20% da população ativa do país, nem a maioria absoluta dos jovens recém-formados). Não tenho filhos espanhóis e em teoria, nada me prende aqui. Mais cedo ou mais tarde (cada vez mais é mais cedo, já que estou no segundo ano do doutorado) vou ter que tomar a fatídica decisão: volto ou não volto ao Brasil? Qualidade de vida ou um bom trabalho (ou um trabalho qualquer)?


Meu consolo é que este mundo é enorme, como já dizia o poeta, «grande demais para nascer e morrer no mesmo lugar». Confesso que não sei se tenho o mesmo ânimo para recomeçar tudo de novo em um país novo, mas quem disse que se eu voltasse ao Brasil eu não teria que recomeçar do zero? E entre recomeçar com qualidade de vida e recomeçar rodeada de violência, desigualdades e injustiças, só fico na dúvida porque neste último caso também estaria rodeada de muito amor, amigos e família (únicos motivos reais que me fazem pensar em voltar a viver no Brasil).



Enfim, todo mundo deveria ter a oportunidade de sair da sua bolha, ver o mundo com outros olhos, aprender novos valores e, quem sabe, voltar e conseguir lutar por um lugar melhor. O Brasil é um país com duas caras, lindo e horrível ao mesmo tempo. Sei que sou uma privilegiada por estar onde estou e que muita gente se tivesse condições já estava com as malas prontas e a passagem comprada para se mandar… e a gente aqui falando em voltar. Adoraria poder voltar e tentar fazer do meu Brasil um lugar melhor para se viver, mas ao mesmo tempo me sinto muito ingênua em pensar que isso poderia ser possível.


Queria viver entre os «meus», mas a cada dia que passa me sinto menos parte dos que ficaram. Já não penso em altos salários, altos cargos, muito dinheiro para ser feliz. Embora muita gente siga pensando ao contrário, dinheiro não é e nem nunca foi garantia de felicidade. Felicidade para mim é isso, poder levar a vida sem pausa, mas sem pressa, sem paradeiro se eu assim quiser. Posso não estar com os bolsos cheios, mas percebi que não necessito nada disso para ter uma vida confortável, alegre e divertida.


Tive que cruzar o oceano para perceber isso? Pode ser que sim, e continuo aproveitando esta grande oportunidade de fazer parte de outro mundo, que apesar de todos os seus problemas, consegue ser mais justo e respeitoso que o mundo onde nasci.”


http://www.coisaparecida.com/2011/07/por-que-e-tao-dificil-ter-vontade-de-voltar-a-viver-no-brasil/