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terça-feira, 1 de maio de 2012
Adoroooo!!!
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Adorável!! :)
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quarta-feira, 25 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
ESSE TAL CONHECIMENTO
Quem estiver com espirito nerd, aproveite o texto! rs
Refletir sobre o conhecimento tem sido uma atividade exclusiva dos filósofos. De Sócrates a Russell através de Platão, Aristóteles, Tomás de Aquino, Descartes, Hume, Kant e outros filósofos tentaram responder a perguntas com a possibilidade, origem, essência, os tipos de conhecimento e de elementos-chave do conhecimento. Mais recentemente teóricos do conhecimento têm se preocupado não somente com as raízes lógicas ou psicológicas, mas também com o conhecimento histórico e social e seu impacto social (Horkheimer,Habermas, Mannheim, Kuhn, Feyerabend, Foucault e outros). Ao refletir sobre o conhecimento, permanecem conotações filosóficas, no entanto, atualmente é uma atividade que está a ser aplicada cada vez mais em diferentes campos da atividade humana, incluindo o desenvolvimento.
Muitos autores, descrevem o estado atual do mundo
como uma revolução do conhecimento, acelerou-se a taxa de geração de novas idéias e redução de custos na disseminação dessas idéias. Reconhecer a importância fundamental do conhecimento no desenvolvimento é em si uma revolução.
A revolução do conhecimento e da nova perspectiva que tem sido gerada em seu papel no desenvolvimento abriu novas oportunidades: vilarejos remotos podem ser interconectados através da Internet e ascender a uma base de conhecimento para além do que poderiam sonhar. A educação a distância pode ter melhores professores do mundo para países diferentes ao redor do globo. Mas a revolução do conhecimento trouxe também novos desafios: aqueles sem acesso a estes recursos e conhecimentos e treinamento para usá-los, podem ser atrasados ainda mais do que são agora. Estes são precisamente as questões que estão sendo cada vez mais discutidas em relação ao conhecimento.
No entanto, mesmo se você tiver a impressão geral de que é para os tempos modernos em que o próprio conhecimento é de fundamental importância para os seres humanos, o fato é que o conhecimento é o Deus da evolução social, a variável central (ou pelo menos uma das variáveis mais importantes), independentemente do desenvolvimento histórico da humanidade. Isso é porque o conhecimento não é apenas o que distingue os seres humanos dos outros animais, mas também o processo de condução, humanização do Homo sapiens ao longo de sua história (Lamo et al., 1994). Você tem que lembrar,
no entanto, que o conhecimento é uma variável dependente e inter-relacionada com os outros antes dele, porque, como Marx levanta, não é a consciência que determina o ser social, mas sim ser social que determina a consciência.
O conhecimento se converteu no mais importante fator dos meios de produção, de acordo Drucker, significa que já estamos vivendo uma transição de uma sociedade capitalista para uma sociedade pós-capitalista ou do conhecimento. Num período de cento e cinqüenta anos, de 1750 a 1900 o capitalismo e a tecnologia conquistaram o mundo e criou-se uma civilização mundial.
Antes deste período, o conhecimento era aplicado ao ser (conhecimento para o conhecimento em si ou para a vida boa,como diziam os gregos). Em seguida, quase da noite para o dia, foi aplicado em fazer (processos, produtos de mídia). Ele se tornou um recurso e em algo útil. Conhecimento, que era um bem privado, da noite para o dia tornou-se um bem público (Drucker, 1993:19 e 26). Isto levou à revolução industrial.
Então, veio a "revolução gerencial". Já neste período, o conhecimento torna-se o mais importante fator de produção, deixando de lado capital e trabalho. Até agora, temos uma economia baseada no conhecimento, mas não é uma sociedade do conhecimento. Por que ele prefere chamar a sociedade pós-capitalista de uma sociedade em transição para sociedade do conhecimento nas próximas duas
décadas.
Escolaridade não pode mais ser o monopólio da escola. A educação deve permear toda a sociedade. Organizações de todos os tipos têm que se tornar instituições de ensino e aprendizagem.
Escolas devem trabalhar progressivamente em colaboração com outras organizações e tornar-se instituições que produzam resultados produtivos.
Retirado do texto “Perspectivas en el debate actual sobre el conocimiento para el desarrollo” de Renán Rápalo Castellanos in
segunda-feira, 9 de abril de 2012
DESABAFO
O Instituto Pró-Livro, cujo site tenho no “favoritos” do meu antigo blog, divulgou sua mais recente pesquisa RETRATOS DA LEITURA NO BRASIL. Na minha opinião, é um resultado muito triste, mas você pode tirar suas próprias conclusões...
- A média de leitura do brasileiro é de 4 livros por ano, sendo que apenas 2 são lidos até o final (!)
-Dos livros lidos, a bíblia é o mais lido no Brasil, seguido por livros didáticos, romance, livros religiosos, contos e livros infantis
-As mulheres lêem mais que os homens (53% contra 43%)
- 75% da população nunca freqüentou uma biblioteca na vida (nesse ponto, fica claro que o problema não são os preços do livros, como já se chegou a achar, afinal, biblioteca oferece leitura gratuita)
- Os principais motivos que mantém o brasileiro longe dos livros são falta de tempo (53%) e desinteresse pela leitura (30%)
-O livro digital já é de conhecimento de 30% dos brasileiros, mas apenas 18% já leram algum ebook
- Entre os passatempos do brasileiro, ler está em sexto lugar (28%), enquanto o primeiro lugar ainda é assistir televisão (85%)
- Os títulos mais mencionados na pesquisa foram: a biblia, A Cabana, Ágape e Sitio do Picapau Amarelo (detalhe-não existe um livro com esse titulo). Best sellers como Crepúsculo e Harry Potter também apareceram na pesquisa.
A conclusão, como disse a querida Ana Cristina Melo no Sobrecapa Literal, é que a pesquisa reflete a “realidade de uma grande massa de trabalhadores que encara nove horas de trabalho por dia, mais quatro horas de condução e que pensa tão somente, quando se fala em lazer, em desligar de tudo, desligar da vida dura diária.”
É triste perceber que a maioria dos brasileiros vive suas vidas assim - do trabalho para a frente da TV e da frente da TV para o trabalho - ainda se a TV aberta fosse minimamente educativa, mas sabemos que não é o caso... Não sou contra desligar a mente e assistir programas que em nada acrescentam, pois todos precisamos descansar, simplesmente pensando em nada... mas fazer isso todos os dias, pelo resto da vida... tem alguma coisa muito errada.
Arrisco-me a dizer que brasileiro não sabe o que é leitura... os livros citados na pesquisa, juntamente com o livro mais lido no Brasil, são todos “religiosos”... é interessante ler a bíblia? Sim, afinal, espiritualidade faz bem, mas ler SÓ ISSO? Não é ser um leitor... Além disso, a bíblia nem chega a ser literatura...
Wikipedia- Em latim, literatura significa uma instrução ou um conjunto de saberes ou habilidades de escrever e ler bem, e se relaciona com as artes da gramática, da retórica e da poética. Por extensão, se refere especificamente à arte ou ofício de escrever de forma artística.
Ou seja, os textos lidos pelos brasileiros não incentivam a retórica ou mesmo a arte... tirando o livro de Salmos (poético, talvez?), a biblia é um agrupado de informações quase-históricas (digo quase, pois há sérias controvérsias sobre a veracidade de certos fatos ali contados, em razão da maneira como foi escrita – o famoso “disse me disse”). Não estou desmerecendo essa leitura, pois um pouco de espiritualidade é bom pra todo mundo, acontece que estamos falando de literatura... e nesse campo, o brasileiro ainda não descobriu o que é ser um leitor!
Gostaria que o brasileiro percebesse que trabalhar 9 horas por dia não é empecilho pra chegar em casa e viajar nas páginas de um livro, visitar Paris e Roma sem sair do sofá, conhecer personagens irresistíveis e neles inspirar uma vida, visualizar o mundo de uma forma nunca antes imaginada, mudar a maneira de ver a si mesmo e de enxergar o mundo ao redor... tudo isso é crescimento mental, espiritual, que só a leitura contínua pode proporcionar (já que as gostosas - e filosóficas- conversas de fim de noite, a luz de velas, não acontecem há pelo menos uns 50 anos). Fico triste de perceber que para o brasileiro só resta TV e suas mesmices...

