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domingo, 30 de setembro de 2012

O Universo não é "certo"!


Texto retirado do livro “CRIAÇÃO IMPERFEITA” de Marcelo Gleiser

Inúmeros artigos e livros científicos declaram algo assim: “Os valores das constantes fundamentais da Natureza definem como o Universo opera (verdade). Se fossem ligeiramente diferentes, digamos, se a carga do elétron fosse 20% maior, ou se os  nêutrons não fossem 0,13% mais pesados do que os prótons mas um pouco mais leves, tudo seria diferente. Em particular, estrelas não brilhariam e talvez nem existissem, e a vida seria impossível (verdade). Portanto, se os valores das constantes fundamentais da Natureza diferissem por apenas um pouco, não estaríamos aqui (verdade). Não é incrível como o cosmo é tão ‘certo’ para que a vida exista? (falso)”.
A existência (e os valores) das constantes fundamentais da Natureza reflete o método com que construímos explicações do mundo que nos cerca.
Não existe qualquer evidência de que o nosso Universo seja “certo” para a vida. Ao contrário, evidência que temos aponta na direção oposta, para a raridade da vida, que existe apesar da indiferença e da hostilidade cósmica.
Afirmar que o Universo é “certo” para a vida implica uma agenda bem específica: o Universo é do jeito que é para que possamos estar aqui. Essa posição implica que a vida, e particularmente a vida inteligente, tem uma importância cósmica. Temos uma missão ditada pelo próprio Universo!... Como aceitar que tudo isso seja um mero acidente, que nossa existência não tenha um propósito maior?
Não há dúvida de que essas ideias são inspiradoras....Infelizmente, essas ideias não têm a menor evidência observacional.
Deixe-me elaborar essa questão através de uma analogia. Um dia, uma pessoa entra numa biblioteca. Essa pessoa só sabe ler e escrever em português. Examinando as estantes, se empolga ao descobrir que todos os livros sejam em português. “Não é incrível que todos os livros nessa biblioteca são em português? Se fossem em outras línguas, ou se algumas letras fossem trocadas aqui e ali, digamos, as letras ‘a’ e ‘e’ por caracteres japoneses, eu não poderia mais ler nenhum desses livros. Esta biblioteca é a ‘certa’ para mim, construída só para que eu possa aproveitar todas essas belas obras. Eu devo mesmo ser muito importante!”
... Nessa analogia, a biblioteca representa nosso Universo, com seus observadores (isto é, leitores) inteligentes “típicos”, sejam eles terrestres ou alienígenas.
...
Para um peixe inteligente, a água é “certa” para ele, funcionando como deve para que possa nadar nela. Se fosse muito fria, congelaria; muito quente, ferveria. A temperatura tem que ser “certa” para que o peixe exista. “Veja só como sou importante! A própria água é do jeito que é só para que eu possa nadar nela. Minha existência não pode ser um acaso.”, concluiria o peixe, orgulhoso. Porém, sabemos que a temperatura dos oceanos não está sendo controlada com o propósito de permitir a existência do nosso peixe. Ao contrário, o peixe é extremamente frágil. Uma mudança brusca ou mesmo gradual da temperatura o mataria, como todo pescador de trutas sabe muito bem. Precisamos tanto encontrar conexões que justifiquem nossa existência, que as achamos mesmo quando não existem.
Somos seres espirituais em um cosmo brutal e indiferente. Para mim, essa é a essência da problemática humana. Um dos erros mais graves que podemos cometer é acreditar que o cosmo tem planos para nós, que, de algum modo, somos importantes para o Universo. Somos, sim, especiais, mas não porque o cosmo tenha planos para nós, ou porque seja “certo” para a vida.
Não consigo encontrar a mensagem de que o Universo é “certo” para a vida nesse vasto oceano de mundos desolados. Se o cosmo tinha mesmo planos para nós e para a inteligência cósmica em geral, me parece que a execução desses planos andou mal.
... uma vez que fique claro quão rara é a Terra, quão rara é a vida complexa, quão precária e preciosa é a nossa existência num planeta flutuando em meio a um Universo hostil e indiferente, um número cada vez maior de pessoas abracem a causa pela sobrevivência. Talvez, um dia, nossa missão seja espalhá-la pelo Universo afora.

sábado, 29 de setembro de 2012

PREVENIR É O MELHOR REMÉDIO


Quero deixar claro que não divulgo essas informações para causar pânico, mas, exclusivamente para conscientização de preparo!
Nós brasileiros estamos acostumados a pensar que sempre vamos sair das situações difíceis com o “jeitinho brasileiro”, ou seja, contando com a “providência divina” que normalmente não passa da providência de outra(s) pessoa(s), MAS, quando TODOS estão precisando de ajuda, fica difícil abarcar o próximo...
Nos países acostumados com desastres naturais (tsunamis, terremotos, furacões), é absolutamente normal estocar comida, água e ter algum plano de emergência em caso de necessidade... todas as famílias fazem isso e ninguém fica achando que são loucos ou paranóicos por isso... mas, no Brasil, se você disser que está se preparando para alguma emergência, certamente escutará piadinhas de mau gosto...
A escolha é de cada um se preparar para uma eventualidade ou não, mas, com as informações que temos hoje, ficar inerte é, no mínimo, imprudência.
A preparação para um evento solar dessa magnitude nem é tão difícil como imaginamos... Falta de energia elétrica causa falta de comida, remédio e água – itens essenciais de sobrevivência, por isso, para quem está perdido, listo o que fazer desde JÁ:

ESTOCAR COMIDA – arroz e feijão mesmo! Ninguém morre se ficar sem comer carne... num momento de emergência, arroz e feijão vão alimentar vc e sua família por muito tempo... importante lembrar que o feijão tem prazo de validade menor, mas mesmo que estiver mofado, já ouvi dizer que deixar de molho no vinagre deixa comestível de novo...
Ter um fogareiro para cozinhar a comida é interessante, juntamente com estoque do combustível necessário, já que num “caos solar”, haverá também o caos econômico e provavelmente gás e outros combustíveis estarão difíceis de se comprar.

ESTOCAR ÁGUA – sabe aqueles baldes enormes de lixo ou roupa suja? Aquilo serve de reservatório para uma necessidade... uma piscina cheia também... basta colocar uma pastilha de CLORIN (disponível no Pâo de Açucar ou qualquer supermercado bom), já torna boa para consumo. É claro que por mais baldes que vc tenha, essa água não vai durar por meses (depois que o fornecimento por canos for paralisado pela falta de energia), então tenha um mapa da sua região pra saber onde ficam os lagos e rios.. além de algum tipo de captador de chuva em casa.

REMÉDIOS – se vc ou alguém de sua família depende de remédios específicos (diabetes, pressão alta, etc), tenha um estoque de pelo menos 1 ano.

Isso é o BÁSICO pra garantir sua sobrevivência pelo período (curto) de 1 a 5 anos, até que a sociedade moderna ressurja das cinzas...
E se vc vai fazer piadinha da minha preocupação, sinta-se à vontade! Mas, não venha bater na minha porta pedindo ajuda depois... a dica eu dei!! rs

Desastre Perfeito - Tempestade Solar - 1 de 3

Desastre Perfeito - Tempestade Solar - 2 de 3

Desastre Perfeito - Tempestade Solar - 3 de 3

Mega tempestade solar


Para quem se interessa, esse é um artigo de quem entende do assunto... 

Artigo do astrônomo Nelson Travnik: Mega tempestade solar

O fim do mundo previsto para 2012 pelos maias, Nostradamus e até segundo alguns pela Bíblia, poderá ser postergado para maio de 2013. É o que dá para entender o alerta da Nasa baseado em previsões feitas e publicadas pelo S.I.D.C (Sunspot Índex Data Center) da Bélgica, que é o órgão mundial de recepção de observações solares. Caso se confirmem as previsões, a Terra pode ser atingida por uma gigantesca tempestade de partículas cósmicas em maio de 2013 provocando o maior desastre natural que se possa imaginar. A energia liberada e os efeitos seriam 20 vezes maiores que o furacão Katrina! Não haverá como evitar. A hecatombe poderá contudo ser atenuada se os observatórios solares espaciais SOHO, TRACE, COROLIS E HINODE, verdadeiros guardiões do planeta, conseguirem transmitir um alerta com muita antecedência uma vez que só teremos 15 a 35 minutos para ações preventivas.

A FÚRIA DE HELIOS. Um dos aspectos mais notáveis na observação do Sol são as manchas solares. Vistas como nódoas escuras, as manchas funcionam como gigantescas janelas onde o calor do núcleo ascende com mais facilidade a parte externa do Sol, a fotosfera. Em média a cada 11 anos elas passam de um período de mínima para um de máxima atividade. E ai o Sol inteiro entra em ebulição. E o próximo máximo solar está previsto justamente para 2012/13. O Sol reverte-se: o pólo norte se torna sul e volta a ser norte no próximo ciclo. As manchas por outro lado acham-se aliadas a fulgurações e gigantescas explosões. As radiações emitidas por essas explosões e as conhecidas por ejeções coronais de matéria, CMEs, lançam ao espaço os terríveis raios gama, raios X, além do ultravioleta, prótons e elétrons . Essas ejeções elevam-se no espaço com energia de 200 bilhões de bombas atômicas tipo Hiroshima! Essas ondas e partículas altamente energéticas chegam à Terra em período muito curto, praticamente insuficiente para proteger a frota de satélites e todos os artefatos espaciais que possuem painéis de captação de radiação solar. Constitui uma séria ameaça para a Estação Espacial Internacional e a integridade física dos seus ocupantes muito embora exista um compartimento especialmente destinado para se abrigar das radiações letais.

UM TSUNAMI CÓSMICO. No dia 1º de setembro de 1859, o astrônomo inglês Richard C. Carrington observou um imenso clarão "flare" no Sol. Cerca de 18 horas depois ocorreu uma supertempestade geomagnética, a maior que se tem noticia. Ela causou incêndios em escritórios de telégrafos, afetou cabos de transmissão e produziu intensas auroras boreais. Muitos pensavam que as cidades tinham se incendiado! Se as previsões dos cientistas se confirmarem e baseados nos problemas causados por gigantescas explosões solares ocorridas em 1989, 1999 e 2003 e que causaram prejuízos de muitos milhões de dólares, podemos imaginar o que nos aguarda em maio de 2013. A primeira coisa, o primeiro sinal será uma aurora boreal verde e cor de sangue como se fosse engolir a Terra. A energia vinda do espaço irá atingir a rede elétrica e os transformadores. Vere mos centrais elétricas queimando, satélites desgovernados penetrando na atmosfera superior como bolas de fogo provocando colapso nas comunicações e deixando bilhões de usuários sem televisão, internet e bloqueando contas bancárias. O Sistema de Posicionamento Global, GPS será afetado inviabilizando o sistema para usuários civis e militares. O mundo pára! Segundo estimativas, serão necessários de 4 a 10 anos para cobrir os prejuízos que poderão ascender a muitos bilhões de dólares com risco até de um colapso econômico! Se efetivamente repetir o episódio de 1859 não há como escapar dos efeitos destruidores neste cenário apocalíptico.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

QUANDO AS LUZES SE APAGAM


A natureza é um organismo vivo que funciona por si só.
Dentro dela, você aprende a respeitar seus limites, senão vai sofrer as consequências que podem ser desastrosas. Você aprende que cada pessoa tem um limite e, às vezes, o mais esperto na cidade pode ser aquele que mais precisa de ajuda na selva... E que alegria poder contar com a ajuda dos outros!

A natureza está ciente da nossa presença? SIM, com certeza. Quando os morcegos voam para o fundo da caverna; quando a água se dissipa ao entrar em contato com a gordura do nosso corpo; quando o pássaro pia, aparentemente alheio, no topo da árvore; quando a estalagmite muda, ainda que milimetricamente a sua formação, só porque foi tocada.

A natureza se importa conosco? Não da forma como gostaríamos. A aranha não vai deixar de lhe picar porque você é “superior” a ela; a caverna não vai deixar de inundar porque você está dormindo lá dentro; o frio da noite será tão implacável com você quanto com qualquer outro ser que com ele interaja. Mas, amamos a natureza porque é ela que nos permitiu estar aqui hoje. Não fossem os bichos da floresta, o homem primitivo não teria se alimentado para procriar e nos dar a chance de construir uma civilização; não fossem as cavernas para abrigar os homens, hoje não teríamos inventado casas para morar; não fossem as águas abundantes dos rios, sequer estaríamos aqui para beber água encanada, que para alguns parece brotar como mágica da torneira (NÃO, o homem não evoluiu a ponto de dispensar os rios!).

A natureza, como dizem os físicos, é uma probabilidade extremamente pequena que deu certo e, só por isso, merece nossa absoluta admiração. Mas, confesso que, no escuro de uma caverna, dá vontade que exista algo ainda maior que, conscientemente, se importe conosco.

Chegamos tão longe, com nossa inteligência para fazer fogo, fabricar lanças de caça e formular estratégias para sobreviver à selva, mas, ainda hoje, temos a necessidade de acreditar em algo mais, quando as luzes se apagam.