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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Intolerância Religiosa

Eu não sou ateísta (o termo "atéia" aparentemente não existe), acredito na existência de ser(es) superior(es) - até chegar ao superior de todos que seria o Deus, mas gostei muito desse texto do Drauzio que traduz a indignação que tenho em relação a alguns pensamentos religiosos, a tendência de achar-se superior a outras pessoas que pensam diferente, achar-se no direito de brigar com e menosprezar culturas alheias e por aí vai...

DRAUZIO VARELLA
O fervor religioso é uma arma assustadora, disposta a disparar contra os que pensam de modo diverso. SOU ATEU e mereço o mesmo respeito que tenho pelos religiosos.
A humanidade inteira segue uma religião ou crê em algum ser ou fenômeno transcendental que dê sentido à existência. Os que não sentem necessidade de teorias para explicar a que viemos e para onde iremos são tão poucos que parecem extraterrestres.
Dono de um cérebro com capacidade de processamento de dados incomparável na escala animal, ao que tudo indica só o homem faz conjecturas sobre o destino depois da morte. A possibilidade de que a última batida do coração decrete o fim do espetáculo é aterradora. Do medo e do inconformismo gerado por ela, nasce a tendência a acreditar que somos eternos, caso único entre os seres vivos.
Todos os povos que deixaram registros manifestaram a crença de que sobreviveriam à decomposição de seus corpos. Para atender esse desejo, o imaginário humano criou uma infinidade de deuses e paraísos celestiais. Jamais faltaram, entretanto, mulheres e homens avessos a interferências mágicas em assuntos terrenos. Perseguidos e assassinados no passado, para eles a vida eterna não faz sentido.
Não se trata de opção ideológica: o ateu não acredita simplesmente porque não consegue. O mesmo mecanismo intelectual que leva alguém a crer leva outro a desacreditar.
Os religiosos que têm dificuldade para entender como alguém pode discordar de sua cosmovisão devem pensar que eles também são ateus quando confrontados com crenças alheias.
Que sentido tem para um protestante a reverência que o hindu faz diante da estátua de uma vaca dourada? Ou a oração do muçulmano voltado para Meca? Ou o espírita que afirma ser a reencarnação de Alexandre, o Grande? Para hindus, muçulmanos e espíritas esse cristão não seria ateu?
Na realidade, a religião do próximo não passa de um amontoado de falsidades e superstições. Não é o que pensa o evangélico na encruzilhada quando vê as velas e o galo preto? Ou o judeu quando encontra um católico ajoelhado aos pés da virgem imaculada que teria dado à luz ao filho do Senhor? Ou o politeísta ao ouvir que não há milhares, mas um único Deus?
Quantas tragédias foram desencadeadas pela intolerância dos que não admitem princípios religiosos diferentes dos seus? Quantos acusados de hereges ou infiéis perderam a vida?
O ateu desperta a ira dos fanáticos, porque aceitá-lo como ser pensante obriga-os a questionar suas próprias convicções. Não é outra a razão que os fez apropriar-se indevidamente das melhores qualidades humanas e atribuir as demais às tentações do Diabo. Generosidade, solidariedade, compaixão e amor ao próximo constituem reserva de mercado dos tementes a Deus, embora em nome Dele sejam cometidas as piores atrocidades.
Os pastores milagreiros da TV que tomam dinheiro dos pobres são tolerados porque o fazem em nome de Cristo. O menino que explode com a bomba no supermercado desperta admiração entre seus pares porque obedeceria aos desígnios do Profeta. Fossem ateus, seriam considerados mensageiros de Satanás.
Ajudamos um estranho caído na rua, damos gorjetas em restaurantes aos quais nunca voltaremos e fazemos doações para crianças desconhecidas, não para agradar a Deus, mas porque cooperação mútua e altruísmo recíproco fazem parte do repertório comportamental não apenas do homem, mas de gorilas, hienas, leoas, formigas e muitos outros, como demonstraram os etologistas.
O fervor religioso é uma arma assustadora, sempre disposta a disparar contra os que pensam de modo diverso. Em vez de unir, ele divide a sociedade -quando não semeia o ódio que leva às perseguições e aos massacres.
Para o crente, os ateus são desprezíveis, desprovidos de princípios morais, materialistas, incapazes de um gesto de compaixão, preconceito que explica por que tantos fingem crer no que julgam absurdo.
Fui educado para respeitar as crenças de todos, por mais bizarras que a mim pareçam. Se a religião ajuda uma pessoa a enfrentar suas contradições existenciais, seja bem-vinda, desde que não a torne intolerante, autoritária ou violenta.
Quanto aos religiosos, leitor, não os considero iluminados nem crédulos, superiores ou inferiores, os anos me ensinaram a julgar os homens por suas ações, não pelas convicções que apregoam.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Adoroooo!!!

Ahhhh, hoje acordei e recebi um presente de feriado!! Estava passando “Sob o Sol da Toscana” na TV!!  Já comentei desse filme no meu livro “Levei um Fora e Agora?” e continuo amando de paixão essa história!!! Muuuuito bom ver como a personagem reconstrói sua vida a partir de um casamento desmoronado. Muito mais que uma história de amor, o filme mostra uma história de vida!

“Dizem que os trilhos da estrada de ferro que une Áustria e Viena foi construído muito antes do trem. Por algum motivo quem pensou nisso sabia que um dia, o trem chegaria até lá. Mesmo que demorasse. Coisas boas podem acontecer até no último minuto.”

Acho que vou guardar essa frase dentro de mim e sacá-la quando eu mais precisar. Não tem dias que a gente não tem vontade de levantar da cama? E não é porque cai uma chuva gostosa lá fora e o desejo de ficar aconchegada nos lençóis é maior, mas simplesmente porque não há motivos para levantar... Isso é muito triste e uma inverdade, mas uma inverdade que nos acossa de vez em quando... realmente achamos, por vezes, que não há motivos para levantar.
Bom, da próxima vez, prometo que vou me lembrar dessa frase linda do filme que eu adoro “Coisas boas podem acontecer até no último minuto”!
 E eu tenho que estar de pé no último minuto para ver!

PS- Sem contar que o filme conta com a ilustre participação do Raoul Bova... uuhhh!!!! rs

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Adorável!! :)

Genteee, fiquei tão feliz com o comentário de uma amiga que precisei entrar aqui só pra compartilhar antes de dormir!!
Ela está lendo o meu “Adorável Imperfeição” e disse toda empolgada: “Não consigo parar de ler!!! Quero que ele se materialize!!!” rsrs
É tããão legal para o autor de um livro ouvir um leitor falando sobre o que ele escreveu, criando expectativas, opiniões... eu não quis estragar a surpresa, então só disse pra ela continuar lendo! RS
Acho que todo escritor é um pouco carente... no fundo só quer ser lido! E quando comentam sobre a história conosco é uma felicidade só!!
Bom, é isso... agora vou dormir!! Feliz! Rsrs
OBS- Como eu sei que essa amiga lê o blog, vou pedir pra deixar um comentário aqui comprovando nossa conversa!!! rs

Opções

"A sociedade lhe ensina: 'Opte pelo conveniente, pelo confortável. Opte pelo caminho batido na qual seus antepassados, desde Adão e Eva, já caminhavam. Essa é a prova - tantos milhões de pessoas já o percorreram, não pode ser o caminho errado.'
Mas lembre-se de uma coisa: a multidão nunca passou pela experiência da verdade - NUNCA. A verdade só aconteceu a indivíduos. Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. Opte pelo que faz o seu coração vibrar! Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as consequências." – OSHO

quarta-feira, 25 de abril de 2012

quarta-feira, 18 de abril de 2012

ESSE TAL CONHECIMENTO

Descobri esse texto através do site do PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PELO DESENVOLVIMENTO e achei interessante compartilhar. O desenvolvimento humano acontece pelo conjunto de vários fatores - saúde, educação, esporte...- o CONHECIMENTO é um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento humano. E conhecimento se consegue pela leitura, pela educação...

Quem estiver com espirito nerd, aproveite o texto! rs


Refletir sobre o conhecimento tem sido uma atividade exclusiva dos filósofos. De Sócrates a Russell através de Platão, Aristóteles, Tomás de Aquino, Descartes, Hume, Kant e outros filósofos tentaram responder a perguntas com a possibilidade, origem, essência, os tipos de conhecimento e de elementos-chave do conhecimento. Mais recentemente teóricos do conhecimento têm se preocupado não somente com as raízes lógicas ou psicológicas, mas também com o conhecimento histórico e social e seu impacto social (Horkheimer,Habermas, Mannheim, Kuhn, Feyerabend, Foucault e outros). Ao refletir sobre o conhecimento, permanecem conotações filosóficas, no entanto, atualmente é uma atividade que está a ser aplicada cada vez mais em diferentes campos da atividade humana, incluindo o desenvolvimento.


Muitos autores, descrevem o estado atual do mundo
como uma revolução do conhecimento, acelerou-se a taxa de geração de novas idéias e redução de custos na disseminação dessas idéias. Reconhecer a importância fundamental do conhecimento no desenvolvimento é em si uma revolução.


A revolução do conhecimento e da nova perspectiva que tem sido gerada em seu papel no desenvolvimento abriu novas oportunidades: vilarejos remotos podem ser interconectados através da Internet e ascender a uma base de conhecimento para além do que poderiam sonhar. A educação a distância pode ter melhores professores do mundo para países diferentes ao redor do globo. Mas a revolução do conhecimento trouxe também novos desafios: aqueles sem acesso a estes recursos e conhecimentos e treinamento para usá-los, podem ser atrasados ainda mais do que são agora. Estes são precisamente as questões que estão sendo cada vez mais discutidas em relação ao conhecimento.


No entanto, mesmo se você tiver a impressão geral de que é para os tempos modernos em que o próprio conhecimento é de fundamental importância para os seres humanos, o fato é que o conhecimento é o Deus da evolução social, a variável central (ou pelo menos uma das variáveis ​​mais importantes), independentemente do desenvolvimento histórico da humanidade. Isso é porque o conhecimento não é apenas o que distingue os seres humanos dos outros animais, mas também o processo de condução, humanização do Homo sapiens ao longo de sua história (Lamo et al., 1994). Você tem que lembrar,
no entanto, que o conhecimento é uma variável dependente e inter-relacionada com os outros antes dele, porque, como Marx levanta, não é a consciência que determina o ser social, mas sim ser social que determina a consciência.


O conhecimento se converteu no mais importante fator dos meios de produção, de acordo Drucker, significa que já estamos vivendo uma transição de uma sociedade capitalista para uma sociedade pós-capitalista ou do conhecimento. Num período de cento e cinqüenta anos, de 1750 a 1900 o capitalismo e a tecnologia conquistaram o mundo e criou-se uma civilização mundial.


Antes deste período, o conhecimento era aplicado ao ser (conhecimento para o conhecimento em si ou para a vida boa,como diziam os gregos). Em seguida, quase da noite para o dia, foi aplicado em fazer (processos, produtos de mídia). Ele se tornou um recurso e em algo útil. Conhecimento, que era um bem privado, da noite para o dia tornou-se um bem público (Drucker, 1993:19 e 26). Isto levou à revolução industrial.


Então, veio a "revolução gerencial". Já neste período, o conhecimento torna-se o mais importante fator de produção, deixando de lado capital e trabalho. Até agora, temos uma economia baseada no conhecimento, mas não é uma sociedade do conhecimento. Por que ele prefere chamar a sociedade pós-capitalista de uma sociedade em transição para sociedade do conhecimento nas próximas duas
décadas.


Escolaridade não pode mais ser o monopólio da escola. A educação deve permear toda a sociedade. Organizações de todos os tipos têm que se tornar instituições de ensino e aprendizagem.


Escolas devem trabalhar progressivamente em colaboração com outras organizações e tornar-se instituições que produzam resultados produtivos.


Retirado do texto “Perspectivas en el debate actual sobre el conocimiento para el desarrollo” de Renán Rápalo Castellanos in


http://78.46.95.73:8080/jspui/bitstream/123456789/1365/1/Perspectivas%20en%20el%20debate%20actual%20sobre%20el%20conocimiento%20para%20el%20desarrollo.pdf