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sexta-feira, 25 de maio de 2012

DIA DO ORGULHO NERD!!

O Dia do Orgulho Nerd, ou Dia do Orgulho Geek, é uma iniciativa que advoga o direito de toda pessoa ser um nerd ou um geek, e para promover a cultura nerd/geek, comemorado em 25 de maio.
A data foi escolhida para comemorar o lançamento do primeiro filme da série Star Wars, o Episódio IV: Uma Nova Esperança, em 25 de maio de 1977, mas divide o mesmo dia com "feriados" de fãs semelhantes, ex. o “Dia da Toalha”, para os fãs da trilogia - O Guia do Mochileiro das Galáxias. (coincidência ou não, o primeiro filme que assisti no cinema com meu maridinho hahaha)
A iniciativa teve origem na Espanha em 2006 com o "Dia del Orgullo Friki" e se espalhou pelo mundo através da internet.

Nerd é um termo que descreve, de forma estereotipada, muitas vezes com conotação depreciativa, uma pessoa que exerce intensas atividades intelectuais, que são consideradas inadequadas para a sua idade, em detrimento de outras atividades mais populares.
Por essa razão, um nerd muitas vezes não participa de atividades físicas e é considerado um solitário pelas pessoas. Pode descrever uma pessoa que tenha dificuldades de integração social e seja atrapalhada, mas que nutre grande fascínio por conhecimento ou tecnologia.
No Brasil, chama-se CDF (Cabeça-de-ferro ou Crânio-de-Ferro) o indivíduo inteligente que se dedica muito aos estudos. Segundo a sabedoria popular, o CDF se concentra em matérias escolares (matemática, ciências, etc), enquanto o Nerd encaixa-se nos naturalmente interessados em ciências e computação - podendo mesmo não ir bem na escola, uma vez que muitos se consideram autônomos o suficiente na aprendizagem a ponto de não se preocuparem com a organização de cadernos ou o dever de casa.

Quanto a mim, adorooooo “The Big Ben Theory”, tenho uma coleção de quadros em casa, dispostos em ordem cronológica de períodos estilísticos, meu sonho de consumo é visitar Cape Canaveral – NASA, o primeiro livro que li foi “Contato” do Carl Sagan (cientista que aliás, me fez amar o termo “divulgação científica”), além dele, tenho na minha biblioteca particular – Stephen Hawking e Marcelo Gleiser... MAS, definitivamente, NÃO GOSTO DE STAR WARS!!! Então fica a pergunta- sou nerd????  Hahahahaha

De qualquer forma, acho que as pessoas devem se orgulhar de receber parabéns no dia de hoje (como eu recebi!!!! RS), pois ser nerd é ser interessado por cultura, conhecimento e acima de tudo, ser inteligente! E isso é motivo pra muito orgulho!! RS

PARABÉNS MEUS AMIGUINHOS NERDS, PELO NOSSO DIA!!!!  rsrs

quinta-feira, 17 de maio de 2012

FILOSOFANDO SOBRE POSSIBILIDADES


Parece-me uma tendência do ser humano de valorizar o que não tem ou, em sentido inverso, desvalorizar o que tem. Dessa forma, acaba reconhecendo o valor do que tinha, apenas quando perde. Isso é uma constatação antiga. O que me chama a atenção é que, ao invés de perder para depois dar valor, o individuo pode imaginar-se sem a “coisa” (em sentido genérico, porque se aplica a tudo – pessoas, situações, emprego, etc) e então decidir se prefere viver sem ela ou com ela.
Mas não basta imaginar apenas, como quando se imagina correndo nas areias da praia ao sabor do vento... precisa-se imaginar em quantas conchas quebradas poderá pisar ao longo dessa corrida, se o vento no rosto é gelado, se é quente e qual a sensação exata em cada uma das opções possíveis. É preciso imaginar se alguém mais estará na praia e eventualmente fará necessário um desvio, evitando uma trombada. E se esse desvio vai fazer com que uma abelha morta na beira da água (muito comum, se repararem) e ainda com o ferrão, vai entrar direto no seu pé, porque você não a notou ali.
É preciso imaginar se nessa corrida você estará de biquíni, de saída de praia ou de roupa esportiva. Pois se estiver de biquíni, terá que lembrar de passar protetor (sim! a realidade queima!), a menos que o tempo esteja nublado, daí seria melhor uma roupa esportiva, para evitar um resfriado pelo vento gelado. Mas, isso tudo depende do que você imaginar. E a imaginação não fica tão poética quando envolve detalhes, certo?
Acontece que a chave é justamente essa - deixar de lado a poesia e focar na realidade possível. Porque ficar imaginando cenários poéticos, diferentes da situação atual, é muito fácil... vivê-los na prática é completamente diferente. Não estou dizendo que não possa ser agradável um cenário diferente do atual, mas certamente não terá toda a poesia imaginada.
É preciso imaginar com consciência para realmente “viver” antes de tomar uma decisão. Por isso que gostei TANTO do livro “Quando Nietzsche Chorou”...
 Como todo grande pensador, o psicólogo (fictício)de Nietzsche no livro, vivia essa incerteza de possibilidades que nos espinha todos os dias, atiçando por uma mudança de rumo que nem sempre é tão romântica quanto a imaginada. Ele conseguiu se imaginar na situação de tal forma, que chegou a pensar tivesse sofrido algum tipo de amnésia e de repente acordado numa realidade completamente diferente. Provou tudo que quis daquele “imaginário”, de forma bastante realista e quando finalmente “acordou”, pôde decidir com resolução sobre o caminho a tomar.
Embora toda mudança de rumo tenha sua lição, algumas podem ser aprendidas sem a perda do que ainda se possui e o sofrimento de um eventual arrependimento. Basta imaginar corretamente. Mas dizer que é preciso “imaginar corretamente” parece quase como dizer “divirta-se com moderação”! Não há diversão com moderação! Na diversão está implícito o frio na barriga do perigo, a beleza da incerteza, a malandragem da pequena contravenção... e nada disso se aplica à moderação!
Talvez por isso, imaginar corretamente, seja algo muito difícil de se fazer... a imaginação tem o condão de tornar-se poética, ainda bem! O problema é que, talvez, tenhamos que perder muitas coisas pelo caminho, até harmonizar a imaginação com a realidade.
E talvez, uma vida de moderação acabe de fato eliminando o perigo, a incerteza e a contravenção... mas, igualmente, o frio na barriga, a beleza e a malandragem...
E, ainda, saber imaginar corretamente, pode tirar o brilho das possibilidades... ou então, torná-las definitivamente a coisa certa a se fazer!
Quem disse que seria fácil? RS

terça-feira, 15 de maio de 2012

Quando a maternidade não acontece


Gente, recebi esse texto de uma amiga (mi, fiel comentadora aqui rs) e gostei mto! não tem como não postar...rs

13 mai, 2012 - 09:13 - por: Dodai Stewart

Cameron Diaz, integrante do filme O que esperar quando você está esperando (sobre tudo o que acontece na gravidez, previsto para estrear no segundo semestre por aqui, com Rodrigo Santoro no elenco), tem 39 anos de idade, é solteira e não tem filhos. Ela não sabia que as coisas seriam assim.

“Eu achei que seria casada e teria dois filhos quando chegasse aos 21 anos”, explica Diaz na edição de junho da revista Redbook. “Acho que me sentia na obrigação de seguir o que minha mãe tinha feito.” Mas ela tem confiança na decisão de seguir um rumo diferente:

“Minha carreira estava começando a decolar e havia ainda muitas coisas que eu queria fazer (…) Então, aquele sonho [da maternidade] foi destruído bem cedo. Depois disso, eu nunca mais coloquei um prazo para nada na minha vida.”
– mulheres vibrantes de 45 anos, que usam tênis e vão a shows, estão muito parecidas com as mulheres de 25 anos. Com a diferença de que, para uma mulher, seu corpo aos 45 é bastante diferente do que era aos 25 anos. A fertilidade é uma janela que se fecha.
Ela é uma de muitas mulheres que, quando jovens, pensavam em ter filhos “um dia”… Aí, quando amadurecem, descobrem que esse dia nunca chega.
Talvez isso seja exacerbado pelo fato de que, cada vez mais, nós estamos ficando “mais jovens” por mais tempo

Num artigo publicado na seção Motherlode do The New York Times no fim de semana passado, a blogueira Eve Lederman escreve: “Eu me vi com quarenta e poucos anos, sem um companheiro e com sete bilhões de pessoas no planeta dizendo ‘Be-bê, be-bê…’ em coro. Não porque eu queira um filho, e não porque eu não queira. É mais o fato de que eu não sei se não quero um mesmo.”

Ambivalência. Indecisão. Medo.

Lederman coloca a coisa nos seguintes termos:

“Eu tenho medo de encarar a maternidade sozinha, com poucas economias e morando num apartamento minúsculo num prédio de três andares sem elevador. Eu também tenho medo do tédio de ter um filho contando com um marido, um bom emprego e uma casa legal. E o que eu mais tenho medo é de sentir falta da conexão inexplicavelmente profunda com uma criança, algo que rende histórias para a vida inteira.”

É claro que, em algum momento, não tomar uma decisão é a decisão.

E, se uma mulher decide não ter filhos, ela frequentemente se sente forçada a explicar sua decisão. Cameron Diaz afirma:

“Tenho certeza de que muita gente esperava que eu tivesse um filho na minha idade atual. Mas não é o que eu quis para a minha vida até agora. Nós ainda vivemos num mundo fortemente chauvinista. Existem padrões segundo os quais as pessoas vivem e, se você vive fora dele, isso deixa os outros desconfortáveis – eles têm de olhar para si mesmo e questionar suas escolhas.”

No site da Redbook, essa citação é acompanhada por uma foto de Cameron e suas colegas de elenco usando saltos altos e vestidinhos brancos. Ela está empurrando um carrinho de bebê. E rindo.

Mesmo assim, existe uma diferença entre escolher não ter filhos e simplesmente acordar um dia e perceber que não vai acontecer com você. Algumas mulheres sabem com certeza: eu não quero filhos. Outras mulheres trabalham, amam, vivem, para um dia se dar conta de que cruzaram uma fronteira invisível e chegaram a um outro país, em que tudo parece igual – mas você é a mulher que nunca teve filhos.

Apesar de Lederman relatar que 46% das mulheres americanas não têm filhos até os 44 anos, essas estatísticas se referem às mulheres da faixa etária dos 15 aos 44 anos. Se olharmos para a faixa dos 40 aos 44 anos, somente 18% não têm filhos. É esperado que seja perturbadora e estranha a percepção do que aconteceu,  e reconhecer o que você é: uma mulher que não é mãe.

(Eu estou no último ano dos meus “trinta e alguma coisa”, sou solteira, não tenho filhos, e estou encarando a possibilidade muito concreta de que posso nunca ter um.)

Ambivalência. Indecisão. Medo.

Ao ver minhas amigas e colegas se casarem e terem filhos, eu às vezes me sinto como a última pessoa numa festa. Todo mundo foi para casa, e o que eu ainda estou fazendo aqui?

Na seção de comentários do artigo de Lederman para o Times, uma mulher de 46 anos “sem filhos e sem namorado” que escolhe se chamar Janis descreve sua experiência do outro lado da linha invisível.

“É uma coisa estranha. Eu realmente sinto um isolamento, mas é mais ou menos o inverso do que a maioria das pessoas acha que é. Para a decepção de muita gente que eu conheço, não é para mim uma questão de querer ser ‘normal’, com marido e filhos. Eu nunca fui lá muito feminina ou ‘normal’ em nenhum momento da minha vida, nem quando criança. Mas o que eu queria era que houvesse mais pessoas do lado de cá. Eu tenho uma vaga sensação de ser sem-teto por não ter uma ‘tribo’ própria, mas eu também não quero ser da tribo deles. Eu só gostaria de viver num mundo que não fosse 100% balizado pela satisfação de desejos que não são os meus. Eu frequentemente me sinto como membro de uma espécie que se reproduz assexuadamente e que habita esse planeta por engano, metaforicamente falando. Eu não quero ser igual às pessoas que são de fato da minha espécie, mas eu gostaria de TER uma espécie própria pelo menos.”

Sentir-se isolada, como uma aberração, sofrendo pressões sociais, é certamente parte do problema. As mulheres são inundadas com propaganda envolvendo a maternidade, seja a especulação sobre se a celebridade X ou Y está grávida ou as histórias sobre como está a perda do “peso pós-gravidez”, ou os amigos do Facebook que ficam postando ultrassonografias, fotos de barrigas e de bebês, vídeos de criancinhas e boletins escolares. A narrativa que os tabloides americanos constroem sobre Jennifer Aniston – na qual ela não é uma pessoa, mas sim um personagem sorridente e em forma, que no fundo é profundamente deprimida por não ter marido e filhos – é uma lembrança sombria de que, se você não está fazendo o que esperado – encontrar um parceiro, acasalar e se reproduzir – você deve estar fazendo alguma coisa errada. Na verdade, alguma coisa está errada com você.

(Ambivalência. Indecisão. Medo.)

Se você realmente quer uma coisa, então faça acontecer. Isso nós sabemos. Mas e se você não tem certeza do que quer? E se há circunstâncias mitigantes? E se o dinheiro, o tempo, a saúde (física ou mental) ou o companheiro necessários simplesmente não estão aí? Como continuar? O que impede as mulheres sem filhos de passar seus dias sentadas, olhando pela janela e chorando a injustiça e a falta de sentido de tudo isso? Num mundo perfeito, isso nem seria uma questão relevante, seria uma coisa tipo “você faz o que quer fazer, eu faço o que quero fazer, tudo bem etc.” Mas o mundo real é assustador: você tem de ter sucesso, trabalhar duro, contribuir para a sociedade de maneira significativa. Depois de batalhar muito para se estabelecer não só com um emprego, mas com uma carreira, vêm as críticas: O quê? Não vai ter filhos?

Não ter filhos, ter filhos, deixar a vida tomar a decisão por você, arrepender-se, desejar, as porcarias das manchetes sobre a Jennifer Aniston – é coisa demais. Tudo isso diz que uma vida não analisada nos mínimos detalhes não vale a pena ser vivida. Eu diria que, ao contrário, a vida que se analisa até o último fio de cabelo é sufocante e sem emoção. Às vezes é preciso apenas ser.
Louisa, que também comentou o texto de Lederman, escreve assim:
E, ao invés de me imaginar como a última a sair da festa, é importante enxergar para além do drama de ser ou não ser mãe e reconhecer que, deste lado do muro, há muito amor, diversão, noites adentro, manhãs adentro, viagens, compras, alegria, indulgência, prazer e realizações. Tudo isso pode não ser celebrado, reverenciado ou aparecer na TV e nas revistas da mesma forma que a narrativa sobre a maternidade, mas está lá. Isso existe. Se eu acabei ficando para trás nessa festa ao invés de ir para a próxima, essa aqui ainda é uma festa. Se nós não somos elogiadas, devemos elogiar a nós mesmas.
Nós parabenizamos as mulheres quando elas engravidam; por que não parabenizamos as que não ficam grávidas?

“Eu tenho 60 anos e não tenho filhos, tenho dois enteados. Como mulher que escolheu não ter filhos, eu tive sorte, comparada a outras que conheço: não sofri pressão da minha família e acabei encontrando minha tribo, ainda que compreenda Janis quando ela diz que se sente ‘sem-teto’ às vezes.

Mesmo assim, ninguém nunca me disse ‘Obrigado. Obrigado por dar ao planeta o maior presente possível ao não ter tido um filho, o que é maior do que qualquer outra coisa, como não ter um carro ou não viajar de avião.’ Ninguém dá nenhum crédito aos que não têm filhos.

Ajudar o planeta não foi a razão pela qual eu não tive filhos, claro; isso não era algo com que minha geração se preocupava, 30 e tantos anos atrás. Mas foi o resultado. E eu me ressinto por ninguém reconhecer isso.”
(http://jezebel.uol.com.br/quando-a-maternidade-nao-acontece/)
Tradução: Patricia Fincatti

sábado, 12 de maio de 2012

Consciência

Ter a consciência do que significa uma xícara passa por sabermos quantas pessoas manipularam e transformaram o objeto, até que se chegasse ao formato que hoje tem.
É lembrar-se que, nos primórdios da evolução terrestre, o ser humano segurava uma folha de árvore, dobrando-a para reter um pouco de água.
É ver alguém em dado instante, pegar um pouco de barro, modelá-lo, pô-lo para secar, depois queimá-lo até que possa colocar água sem que derrame.
Os primeiros vasilhames eram, portanto, de um valor que hoje não alcançamos. Eram utilizados como cálices sagrados, em celebrações aos deuses, à terra, à água, ao fogo, ao ar, na compreensão e integração total de suas existências, através do amor e do reconhecimento à Deus.
Através dos elementos básicos da vida, a transformação constante da natureza. Enfim, ser Deus e humano.
Hoje pegamos uma xícara sem a consciência de todo esse percurso, não reconhecendo esse tempo, essa glória que se tem às mãos, de forma tão simples e pura. Não se dá o devido valor, porque o dinheiro compra tudo.
Enquanto isso ocorrer, o ser humano continuará a ser pobre, mesmo habitando num palácio.

Do livro “Sentidos” de Manoel Messias Lobo

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Se vira nos 30!!! rs

Pessoal, para quem ainda não sabe, dia 04 de maio fiz 30tinha!!!!

Estou muito feliz de ter chegado até aqui e pretendo caminhar muito ainda por esse mundão!! Agradeço por todos os amigos que me acompanham nessa jornada, pela família que é o começo de tudo e minha maior alegria, pelos erros que me deram sabedoria, pelos percalços que me fizeram mais forte, pelos momentos alegres que levarei eternamente comigo e desejo pra mim mesma muuuuito mais alegria, descobertas e diversão pela frente!!!

Em homenagem à minha pessoa e a todos que envelhecem a cada dia (sem crise!!! rs), aqui vai um poema lindo para reflexão!!!

Mário Quintana

Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida  de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.]



Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Intolerância Religiosa

Eu não sou ateísta (o termo "atéia" aparentemente não existe), acredito na existência de ser(es) superior(es) - até chegar ao superior de todos que seria o Deus, mas gostei muito desse texto do Drauzio que traduz a indignação que tenho em relação a alguns pensamentos religiosos, a tendência de achar-se superior a outras pessoas que pensam diferente, achar-se no direito de brigar com e menosprezar culturas alheias e por aí vai...

DRAUZIO VARELLA
O fervor religioso é uma arma assustadora, disposta a disparar contra os que pensam de modo diverso. SOU ATEU e mereço o mesmo respeito que tenho pelos religiosos.
A humanidade inteira segue uma religião ou crê em algum ser ou fenômeno transcendental que dê sentido à existência. Os que não sentem necessidade de teorias para explicar a que viemos e para onde iremos são tão poucos que parecem extraterrestres.
Dono de um cérebro com capacidade de processamento de dados incomparável na escala animal, ao que tudo indica só o homem faz conjecturas sobre o destino depois da morte. A possibilidade de que a última batida do coração decrete o fim do espetáculo é aterradora. Do medo e do inconformismo gerado por ela, nasce a tendência a acreditar que somos eternos, caso único entre os seres vivos.
Todos os povos que deixaram registros manifestaram a crença de que sobreviveriam à decomposição de seus corpos. Para atender esse desejo, o imaginário humano criou uma infinidade de deuses e paraísos celestiais. Jamais faltaram, entretanto, mulheres e homens avessos a interferências mágicas em assuntos terrenos. Perseguidos e assassinados no passado, para eles a vida eterna não faz sentido.
Não se trata de opção ideológica: o ateu não acredita simplesmente porque não consegue. O mesmo mecanismo intelectual que leva alguém a crer leva outro a desacreditar.
Os religiosos que têm dificuldade para entender como alguém pode discordar de sua cosmovisão devem pensar que eles também são ateus quando confrontados com crenças alheias.
Que sentido tem para um protestante a reverência que o hindu faz diante da estátua de uma vaca dourada? Ou a oração do muçulmano voltado para Meca? Ou o espírita que afirma ser a reencarnação de Alexandre, o Grande? Para hindus, muçulmanos e espíritas esse cristão não seria ateu?
Na realidade, a religião do próximo não passa de um amontoado de falsidades e superstições. Não é o que pensa o evangélico na encruzilhada quando vê as velas e o galo preto? Ou o judeu quando encontra um católico ajoelhado aos pés da virgem imaculada que teria dado à luz ao filho do Senhor? Ou o politeísta ao ouvir que não há milhares, mas um único Deus?
Quantas tragédias foram desencadeadas pela intolerância dos que não admitem princípios religiosos diferentes dos seus? Quantos acusados de hereges ou infiéis perderam a vida?
O ateu desperta a ira dos fanáticos, porque aceitá-lo como ser pensante obriga-os a questionar suas próprias convicções. Não é outra a razão que os fez apropriar-se indevidamente das melhores qualidades humanas e atribuir as demais às tentações do Diabo. Generosidade, solidariedade, compaixão e amor ao próximo constituem reserva de mercado dos tementes a Deus, embora em nome Dele sejam cometidas as piores atrocidades.
Os pastores milagreiros da TV que tomam dinheiro dos pobres são tolerados porque o fazem em nome de Cristo. O menino que explode com a bomba no supermercado desperta admiração entre seus pares porque obedeceria aos desígnios do Profeta. Fossem ateus, seriam considerados mensageiros de Satanás.
Ajudamos um estranho caído na rua, damos gorjetas em restaurantes aos quais nunca voltaremos e fazemos doações para crianças desconhecidas, não para agradar a Deus, mas porque cooperação mútua e altruísmo recíproco fazem parte do repertório comportamental não apenas do homem, mas de gorilas, hienas, leoas, formigas e muitos outros, como demonstraram os etologistas.
O fervor religioso é uma arma assustadora, sempre disposta a disparar contra os que pensam de modo diverso. Em vez de unir, ele divide a sociedade -quando não semeia o ódio que leva às perseguições e aos massacres.
Para o crente, os ateus são desprezíveis, desprovidos de princípios morais, materialistas, incapazes de um gesto de compaixão, preconceito que explica por que tantos fingem crer no que julgam absurdo.
Fui educado para respeitar as crenças de todos, por mais bizarras que a mim pareçam. Se a religião ajuda uma pessoa a enfrentar suas contradições existenciais, seja bem-vinda, desde que não a torne intolerante, autoritária ou violenta.
Quanto aos religiosos, leitor, não os considero iluminados nem crédulos, superiores ou inferiores, os anos me ensinaram a julgar os homens por suas ações, não pelas convicções que apregoam.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Adoroooo!!!

Ahhhh, hoje acordei e recebi um presente de feriado!! Estava passando “Sob o Sol da Toscana” na TV!!  Já comentei desse filme no meu livro “Levei um Fora e Agora?” e continuo amando de paixão essa história!!! Muuuuito bom ver como a personagem reconstrói sua vida a partir de um casamento desmoronado. Muito mais que uma história de amor, o filme mostra uma história de vida!

“Dizem que os trilhos da estrada de ferro que une Áustria e Viena foi construído muito antes do trem. Por algum motivo quem pensou nisso sabia que um dia, o trem chegaria até lá. Mesmo que demorasse. Coisas boas podem acontecer até no último minuto.”

Acho que vou guardar essa frase dentro de mim e sacá-la quando eu mais precisar. Não tem dias que a gente não tem vontade de levantar da cama? E não é porque cai uma chuva gostosa lá fora e o desejo de ficar aconchegada nos lençóis é maior, mas simplesmente porque não há motivos para levantar... Isso é muito triste e uma inverdade, mas uma inverdade que nos acossa de vez em quando... realmente achamos, por vezes, que não há motivos para levantar.
Bom, da próxima vez, prometo que vou me lembrar dessa frase linda do filme que eu adoro “Coisas boas podem acontecer até no último minuto”!
 E eu tenho que estar de pé no último minuto para ver!

PS- Sem contar que o filme conta com a ilustre participação do Raoul Bova... uuhhh!!!! rs