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domingo, 7 de julho de 2013

Sobre a menoridade penal

Escrevi esse artigo há alguns anos, mas continua atual.

Observação:  onde lê-se "FEBEM", hoje deve-se ler "fundação casa".


A população comovida vai às ruas, pedindo a diminuição da menoridade penal, representantes de grupos religiosos pedem a pena capital, ainda que sua posição ante ela fosse sempre absolutamente contrária. Nunca se viu tantos crimes praticados por adolescentes... ou será que nunca se noticiou tanto esses crimes? A força da “mídia” é conhecida por todos, mas raramente conseguimos perceber quando estamos sob a sua influência. É fácil criticar e apontar o lado nocivo da televisão, dos jornais, que possuem o poder de (de)formar opiniões, mas difícil é perceber quando nós, supostamente críticos, estamos sendo sugados por essa lavagem psicológica.
Pudemos presenciar nos últimos dias, como conseqüência do famigerado assassinato do casal de namorados, a aberração de certos juristas, pessoas teoricamente esclarecidas, defendendo a diminuição da menoridade penal, defendendo a punição de adolescentes infratores como maiores imputáveis. Há pouco tive o desprazer de saber que um advogado foi à televisão conceder uma entrevista para esclarecer a impossibilidade de aplicação da pena de morte no Brasil, pois sua proibição se encontra em cláusula pétrea da Constituição. O simples fato de juristas cogitarem a idéia de se estabelecer a pena de morte, induzidos pelo clamor social do assassinato tão explorado pelas TVs, já deveria causar um certo alarde naqueles que ainda mantém o seu juízo perfeito.
Indagações acerca da validade da pena de morte e da diminuição da menoridade penal sempre foram levantadas, mas nunca se chegou à sua aceitação, justamente porque ponderações foram feitas, o problema já cansou de ser discutido e nada, até o momento, levou à conclusão de que tais mudanças trariam reais benefícios à sociedade.
Não é um acontecimento, embora trágico, mas propositadamente super explorado, que deve nos levar a concluir por uma solução desse tipo. Os juristas, em especial, não podem se permitir tamanha indução, a ponto de corroborarem com as apelações insensatas da população que, evidentemente, se encontra absorta demais em lágrimas para raciocinar com a lógica necessária.
As mudanças legislativas devem ser feitas usando-se da razão e não da emoção, embora a emoção seja o seu impulso primeiro.
A solução para a “impunidade” dos adolescentes que cometem crimes bárbaros, diversos homicídios e ainda assim, saem livres quando completam 21 anos está escancarada à toda evidência, mas os juristas, como a população em geral, estão cegos e inclinados à solução mais banal e inútil que se encontra: a diminuição da idade penal.
A injustiça existe sim, um adolescente que comete diversos crimes (hipocritamente chamados atos infracionais, pois adolescente não comete crime na nossa legislação) não podem permanecer internados na FEBEM por

mais de 3 anos e, ainda que peguem os 3 anos permitidos, se forem recolhidos aos 20 anos, por exemplo, só ficarão 1 ano internados, pois com 21 anos, também não podem mais permanecer no local. A proteção concedida ao adolescente infrator chega a ser repulsiva em casos como do assassino do casal de namorados. Chega a ser enojante quando se escuta de um desses assassinos a frase “eu sou ‘de’ menor, posso te matar que não acontece nada”, e mais revoltante ainda é perceber que eles têm razão, não acontece nada, o máximo que pode acontecer é ficarem 3 anos recolhidos em alguma unidade da FEBEM e ao completarem 21 anos, voltarem às ruas.
Infelizmente a injustiça existe sim e é patente, mas a razão não pode ser dominada pela emoção e, acima de tudo, não pode ceder à solução mais rápida e fácil para o problema, amenizando a revolta momentânea, mas não repercutindo em nada para uma melhora do quadro social encontrado.
Mudar o código penal, diminuindo a idade em que um adolescente pode ser condenado à prisão, como um adulto, não é difícil... mas também não resolve o problema. Mandar um adolescente para a FEBEM é medida de último caso, como a própria lei determina, justamente porque todos sabemos as más influências a que está sujeito lá dentro; mandar um adolescente para a cadeia é colaborar com o aumento dessa influência negativa que fatalmente lhe atingirá. Se a FEBEM já constitui escola do crime para alguns adolescentes, a cadeia será a graduação. Diminuir a idade com que o adolescente pode ser preso é aumentar as chances de criarmos adultos especializados no crime.
A solução não é tratar o adolescente como adulto, mas considerarmos a sua condição de pessoa em desenvolvimento, sem, contudo, amenizar a punição por seus atos, como se vem fazendo, através do Estatuto da Criança e do Adolescente. O ECA é o foco em que deveriam ser centralizadas as mudanças e não o código penal. O adolescente que comete ato infracional deveria ser condenado a quantos anos fossem necessários para sua recuperação e punição (objetivos da pena), o limite de 3 anos deveria ser abolido, pois aí sim reside a maior injustiça da legislação brasileira e a verdadeira impunidade. O infrator brutal, frio, calculista deve ser punido com o braço forte da justiça, mas sem deixar de ser tratado como menor. A evidente solução seria mantê-lo internado na FEBEM até que complete 21 anos de idade, sendo transferido, então, para uma cadeia pública, onde possa terminar de cumprir a pena imposta. Desse modo, sua condição de pessoa em desenvolvimento não seria ignorada, pois receberia o tratamento “especial” enquanto menor, com o Estado zelando pelo seu aperfeiçoamento intelectual, fornecendo trabalho nas unidades, cursos profissionalizantes, tudo exatamente como manda a lei (digo isto com pesar, pois todos sabemos como a realidade se distancia da ficção legislativa) e, após atingir a idade adulta, seria tratado como tal, sendo transferido para a prisão.
Agindo dessa forma, estaríamos mantendo os princípios consagrados na nossa legislação, do respeito à condição especial do adolescente, mas deixando de beneficiar criaturas como o assassino de que tanto se tem falado, permitindo que esse indivíduo permaneça internado por ínfimos 3 anos, saindo substancialmente impune pelos atos conscientemente praticados.
O pensamento lógico e racional é o grande diferencial do ser humano, em relação às demais criaturas viventes... está na hora de pararmos de agir como animais,  pregando a vingança cega e aplicarmos nosso maior atributo, direcionando nossos esforços para a solução real, do problema tão sério que nos foi colocado.

E que a justiça seja feita!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

RAPIDINHA

Olá queridos!!

Para quem interessar, segue abaixo minha entrevista "rapidinha" pra rádio Roquette Pinto do Rio de Janeiro sobre meu novo livro "COMO VENCER O TRANSTORNO DO PÂNICO"

ENTREVISTA Como Vencer o Transtorno do Pânico

Lembrando que eu estava gripadinha, então minha voz está um pouco pior do que o normal...rs

domingo, 2 de junho de 2013

Como vencer o TRANSTORNO DO PÂNICO

Pessoal, como muitos sabem, já sofri um bocado com o famigerado transtorno do pânico... Após anos de pesquisa sobre o assunto, escrevi um livro repassando as técnicas que aprendi para superar esse probleminha tão chato!!

Minha intenção é ajudar o máximo de pessoas possível com esse livro, pois o maior problema desse transtorno é a DESinformação! 

Como eu sempre digo, CONHECIMENTO É PODER! E só com muito conhecimento é possível vencer o pânico!!

    Para quem interessar, o livro está disponível em formato normal e e-book no site Clube de Autores:

http://www.clubedeautores.com.br/book/146029--Como_Vencer_o_Transtorno_do_Panico


APRENDA, SEJA FELIZ, COMPARTILHE!!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

"Se Bia falasse..."


Pessoal, quero indicar um livro da brasileira Ana Dantas sobre um tema que amo de paixão!! GATOS!!! E o melhor, a história é bem parecida com algo que vivenciei! Meu gatão preto e branco desde que apareceu da rua, se chama “Gatão”, mas eis que um belo dia, descobrimos que ele era ELA! Só que diferente do livro, não mudei seu nome... já estava tão acostumada a chamá-la de gatão que ficou! Acho que ela não liga, pois sempre que eu chamo,  vem correndo me agradar!!! Kkkkkk

Compartilhar o amor com um bichano é das maiores alegrias da vida!

Leiam as primeiras páginas do livro em:


“Se Bia Falasse... é o primeiro livro infanto-juvenil de Ana Dantas que faz parte de uma trilogia que tem como tema a adoção, usando como pano de fundo a relação entre os seres humanos e os animais.

Na trama, Vitória conta como Bia conquistou a sua mamãe e deixou de ser gata de rua para se tornar a dona de um belo apartamento. Mas a confusão se dá quando a mamãe de Vitória acredita que a gata é um macho e dá o nome de Léo. Com o tempo, ela descobre que Léo é uma linda fêmea e, pior, está grávida. Grávida de seis lindos filhotes. E agora o que fazer?

Baseada em fatos reais, Se Bia Falasse... é pura ficção, ou talvez quem sabe, uma biografia romanceada às avessas. Uma leitura envolvente que mais entretém do que educa o leitor de forma suave, emocionante, encantadora e muito critica. Um livro agradável para quem gosta de animais, aventuras e tem muita imaginação.“
  
PS- enquanto escrevo esse post, adivinhem quem está ronronando no meu colo?? rsrs

sexta-feira, 17 de maio de 2013

A bíblia e a civilização (moderna)


     Se formos levar a sério o Deus da Bíblia, devemos admitir que Ele nunca nos dá a liberdade para seguiros mandamentos dos quais gostamos e negligenciar os demais. Ele tampouco nos diz que podemos relaxar nas penalidades que Ele impôs por desrespeitá-los. (mas é exatamente isso que os crentes moderno/liberais fazem quando desprezam as partes "ruins" da bíblia e se apegam somente às partes "boas")

     A ideia de que a Bíblia é o guia perfeito para a moralidade é simplesmente espantosa em vista do conteúdo do livro. Não há dúvida de que o conselho de Deus para os pais é direto e claro: sempre que os filhos saem da linha,devemos bater neles com uma vara ( Provérbios 13,24; 20,30; e 23,13-14). Se eles tiverem a pouca- vergonha de nos responder com insolência, devemos matá-los (Êxodo 21,15, Levítico 20, 9, Deuteronômio21,18-21, Marcos 7, 9-13, Mateus 15, 4-7) Também devemos apedrejar pessoas até a morte por heresia, adultério, homossexualismo, por trabalhar no sábado, adorar imagens, praticar feitiçaria e mais uma ampla variedade de crimes imaginários. 

Muitos cristãos acreditam que Jesus acabou com toda essa barbárie, e pregou uma doutrina de puro amor e tolerância. Mas não foi assim. Em vários pontos do Novo Testamento se pode ler que Jesus confirmou integralmente a lei do Velho Testamento.

Porque em verdade vos digo até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele, pois,que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.
Mateus 5, 18-20 

     Os apóstolos repetiram várias vezes esse tema (por exemplo, veja 2 Timóteo 3, 16-17). É verdade, claro,que Jesus disse coisas profundas sobre o amor, a caridade e o perdão. A Regra de Ouro é realmente um preceito moral maravilhoso. Mas numerosos mestres já deram essa mesma orientação séculos antes de Jesus (Zoroastro, Buda, Confucio,Epicteto...), incontáveis escrituras discutem a importância do amor que transcende o próprio eu de maneira mais articulada do que a Bíblia, sem serem maculadas pelas obscenas celebrações de violência que encontramos em abundância tanto no Velho como no Novo Testamento. 

     Se você acha que o cristianismo é a expressão mais direta e pura de amor e compaixão que o mundo já viu, é porque não conhece bem as outras religiões.
    
      Mahavira, o patriarca jainista, superou a moralidadeda Bíblia como uma única frase: 

     “Não ferir, abusar,oprimir, escravizar, insultar, atormentar, torturar ou matar nenhuma criatura ou ser vivo”. 

     Imagine como o nosso mundo poderia ser diferente se a Bíblia contivesse essa frase como preceito central. Os cristãos abusaram, oprimiram, escravizaram,insultaram, atormentaram, torturaram e mataram pessoas em nome de Deus durante séculos, com base em uma leitura teologicamente defensável da Bíblia.
Como, então, você pode argumentar que a Bíblia oferece a expressão mais clara de moralidade que o mundo já viu?

     Se é verdade que os missionários fazem muitas coisas nobres, com grandes riscos para si mesmos,o fato é que seu dogmatismo dissemina a ignorância e a morte. Em contraste, voluntários de organizações seculares, como a Médicos Sem Fronteiras, não desperdiçam tempo algum falando com as pessoas sobre o nascimento virginal de Jesus. Tampouco dizem à população da África subsaariana - onde quase 4 milhões de pessoas morrem de AIDS a cada ano — que é pecado usar camisinha. Sabe-se de casos em que missionários cristãos pregaram que usar preservativo é pecado, em localidades onde não há nenhuma outra informação acerca do assunto. Esse tipo de crença é genocida. 

     Também podemos nos perguntar, de passagem, o que é mais moral: ajudar as pessoas puramente pela preocuparão com o sofrimento delas, ou ajudá-las porque você acha que o criador do universo vai recompensá-lo por isso?

     Embora você acredite que acabar com a religião é um objetivo impossível, é importante perceber que ele já foi alcançado por boa parte do mundo desenvolvido. Noruega, Islândia, Austrália, Canadá, Suécia, Suíça,Bélgica, Japão, Holanda, Dinamarca e o Reino Unido estão entre as sociedades menos religiosas da Terra. De acordo com o Relatório do Desenvolvimento Humano das Nações Unidas (2005), essas sociedades também são as mais saudáveis, segundo os indicadores de expectativa de vida, alfabetização, renda per capita, nível educacional, igualdade entreos sexos, taxa de homicídios e mortalidade infantil. 

     Os EstadosUnidos são o único país, entre as democracias ricas,com alto nível de adesão à religião; e também o que mais sofre com altos índices de homicídio, aborto,gravidez adolescente, doenças sexualmentetransmissíveis e mortalidade infantil. 

     Os países com altos níveis de ateísmo também são os mais caridosos, em termos da porcentagem de sua riqueza que dedicam a programas internos de bem estar social e ajuda aos países pobres.  (www.globalissues.org/TradeRelated/Debt/USAid.asp#ForeignAidNumbersinChartsandGraphs;www.oecd. org)

     Religiosos liberais e moderados em vez de dizer que acreditam em Deus porque determinadas profecias bíblicas se realizaram,ou porque os milagres narrados nos evangelhos são convincentes, costumam falar nas boas consequências de se acreditar, tal como eles acreditam. Esses crentes muitas vezes dizem que acreditam em Deus porque isso “dá sentido às suas vidas”. 
     
     Quando um tsunami matou centenas de milhares de pessoas no dia seguinte ao Natal de 2004, muitos cristãos conservadores viram nessa catástrofe uma prova da ira divina. Aparentemente, Deus estava enviando mais uma mensagem em código sobre os males do aborto, da idolatria e do homossexualismo.

     A teologia da ira tem muito mais imérito intelectual. Se Deus existe e tem um interesse nos assuntos dos seres humanos, sua vontade não é inescrutável. Aqui a única coisa inescrutável é que tantos homens e mulheres, que em outros aspectos são racionais, conseguem negar o horror implacável desses acontecimentos e julgar que esse é o ápice da sabedoria moral.

     Nós decidimos o que é bom no “Bom Livro”. Lemos a Regra de Ouro e achamos que ela desfila, de maneira brilhante, muitos de nossos impulsos éticos. E, em seguida, encontramos mais um dos ensinamentos de Deus sobre a moral: se um homem descobrir, em suanoite de núpcias, que sua noiva não é virgem, ele develevá-la até a soleira da porta do pai dela e apedrejá-laaté a morte (Deuteronômio 22,13-21). 
Se somos civilizados, rejeitaremos isso como o ato mais lunático e mais vil que se possa imaginar. Mas para isso precisamos exercer nossa própria intuição moral. Acreditar que a Bíblia é a palavra de Deus não nos ajuda de maneira alguma.

     Já é hora de reconhecermos que é uma verdadeira desgraça que os sobreviventes de uma catástrofe acreditem que foram poupados por um Deus amoroso, enquanto esse mesmo Deus afogava bebês em seus berços.  Já é hora de reconhecermos o ilimitado narcisismo e auto-engano desses que foram salvos.

     E claro que pessoas de todas as religiões sempre garantem umas às outras que Deus não é responsável pelo sofrimento humano Mas, então, como compreender a afirmação de que Deus é, ao mesmo tempo, onisciente e onipotente? Esse é o problema antiquíssimo da teodiceia, é claro, e devemos considerá-lo solucionado. Se Deus existe, ou Ele não pode fazer nada para impedir as mais terríveis calamidades, ou então Ele não tem interesse nisso. Portanto, ou Deus é impotente, ou então é mau. Você pode agora ser tentado a executar a seguinte pirueta: 

     Deus não pode ser julgado pelos critérios humanos de moral. Mas já vimos que os critérios humanos de moral são exatamente aqueles que você utiliza para afirmar a bondade de Deus. E qualquer Deus que se preocupe com coisas tão triviais como o casamento gay, ou o nome pelo qual Ele deve ser chamado nas orações, não é tão inescrutável assim.

Do livro: "Carta a uma nação Cristã" - Sam Harris

sexta-feira, 10 de maio de 2013

PARA RIR OU CHORAR!!

Vivemos em uma democracia, uma república, mas as pessoas confundem democracia com "a vontade da maioria" e isso não é verdade. 

A MINORIA tem direitos dentro da democracia, em especial se levarmos em consideração que o mundo só evolui por conta da minoria que passa pela história.

O que seria de nós sem a penicilina de Fleming, sem a mecânica quântica de Faraday (base para o laser, o microscópio ou a ressonância magnética), o que seria de nós sem os aparelhos eletrônicos de Einstein (física quântica)? Ou melhor dizendo: o que seria de nós sem Fleming, sem Faraday e sem Einstein??? 

São poucos seres humanos brilhantes que contribuem para a evolução da coletividade. 
Assim, nada mais justo que homenagear essas poucas mentes brilhantes que seguem bravamente suportando a coletividade!!! rsrs


Para quem interessar possa, segue um texto excelente sobre a contribuição de Einstein e outras minorias brilhantes para a sociedade moderna: 
http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/do-laboratorio-para-a-fabrica/as-digitais-de-einstein-em-nosso-cotidiano